quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Quando eu tinha dez anos...
Quando eu tinha dez anos, minha professora perguntou a sala de aula: "Quem fez o universo"?
Lembro que eu sentava na terceira fileira e prontamente, não exitei em responder a questão: - Acho que foi a explosão do cosmos...
A sala inteira, inclusive minha professora se puseram a rir e retrucar: "Foi Deus"!
Na verdade eu não sabia muito bem o que era a explosão do cosmos, talvez eu tenha visto um documentário na TV falando do Big Bang e a imagem do universo explodindo ficou em minha mente...
Lembro que minha feição ao ouvir a professora dizer que tinha sido Deus era de uma certa repulsa a aquela ideia. Não sei porque eu recusava aquela ideia, não tinha em minha cabeça nenhum raciocínio lógico, nenhuma razão montada em minha mente, eu apenas a recusava como verdade, eu tinha na verdade uma desconfiança a ideia de Deus, não de forma racional, mas talvez instintiva.
Quando criança eu até rezava antes de dormir, fui umas poucas vezes a igreja, minha tia que morava no mesmo quintal é evangélica e sempre oravam antes das refeições, chegaram até a me levar numa tal de escolinha dominical onde eu joguei uma moeda num saco que passava, minha unica moedinha que pretendia comprar um doce ou um brinquedo, mas todos jogaram e eu fiquei com vergonha de não jogar. Mas o fato é que as igrejas nunca me atraíram, sempre achei muito fechada, sem ar pra respirar, isolada da rua... Eu sempre gostei da rua... Naquele tempo eu não conhecia a palavra correta pra descrever uma igreja, hoje eu a tenho, SEGREGAÇÃO é a palavra que melhor define uma igreja. Eu não entendia mesmo era o porque que as pessoas procuravam um médico pra tratar suas doenças e ao mesmo tempo exclamavam que "Deus cura".
Não sei em que ponto de minha vida eu me tornei agnóstico ateu, mas o fato é que desde criança eu desconfiava de padres e pastores.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
A arte é objetiva, pois ela é produto da consciência. Mesmo que o autor crie uma obra de cunho subjetivo, faz-se então este o objetivo do autor, criar o subjetivo.
Porquanto é impossível um artista ser subjetivo em si próprio, pois ele teria que ter ausência total de consciência, o que o tornaria um vegetal, incapaz de criar, de raciocinar.
Porquanto é impossível um artista ser subjetivo em si próprio, pois ele teria que ter ausência total de consciência, o que o tornaria um vegetal, incapaz de criar, de raciocinar.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
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